Golpistas com medo de pito dos patrões

A tentativa de dar um golpe sem reação social ou popular, sem denominação clara e sem repercussão não está funcionando de acordo com os planos dos golpistas. É da história dos golpes de estado, em todo o mundo, seus agentes buscarem eufemismos para denominar a agressão à democracia. No caso do Brasil, por exemplo, tentaram chamar de “revolução” o golpe civil-militar de 1964, o que acabou não colando.

Nos dias que antecederam o 17 de abril, um dos maiores levantes sociais do país postou-se de pé em todos os segmentos sociais contra a tentativa de golpe. Ao mesmo tempo, a expressão “não vai ter golpe” ecoou em alto e bom som, definindo com o nome correto o que estava ocorrendo e segue em curso – um GOLPE. A repercussão do golpe, por sua vez, explodiu nos principais veículos do mundo – que chamaram o golpe de golpe.

Nesta quarta-feira, a informação de que a presidenta Dilma Rousseff faria, ou fará, um pronunciamento da ONU, deixou os golpistas ainda mais assustados. Extensa matéria do G1, da Rede Globo, ouviu líderes da oposição e ministros do STF para tentar desqualificar a ação da presidenta em defesa da democracia. Um dos partidos do golpe chegou a entrar com ação pedindo que a Justiça Federal impedisse a presidenta de viajar.

O mais curiosos da notícia é a preocupação de três ministros do STF e de políticos da oposição preocupados com a imagem do país no exterior. É de estranhar tanto zelo, quando foi, por exemplo, o STF quem deixou o deputado Eduardo Cunha, acusado de diversos crimes, no comando da vexaminosa votação do último dia 17 de abril. Da mesma forma, soa hipocrisia seguirem dizendo que “impeachment não é golpe”, quando ignoram a nulidade dos argumentos do pedido.

O que verdadeiramente desagrada e incomoda a mídia e os golpistas é o medo da verdade e de seu fracasso tornar-se evidente para os patrões. Na ditadura, deram o golpe, prenderam, torturaram, mataram, sem que o mundo tivesse conhecimento da barbárie por um longo período. Os tempos mudaram, a internet globalizou a comunicação, e os povos do mundo precisam saber, em tempo real, e de viva voz preferencialmente, que a democracia no Brasil está sendo vítima de uma  tentativa de golpe.

Deputada de Portugal, Joana Mortágua: “Entre Deus e o mundo, tudo foi razão para derrubar a presidente do Brasil”. 

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