Golpe: porque 2016 é diferente de 1964

Fernando Rosa

A comparação histórica com o golpe civil-militar de 1964 é importante enquanto denúncia de uma ação inconstitucional. Ajuda a qualificar o que está em curso, dar o nome correto a ação dos golpistas, em especial para as novas gerações. A mídia internacional, por exemplo, já entendeu do que se trata e chama o golpe do que ele é, um golpe.

Mas as comparações param por ai, e merecem uma compreensão mais profunda do ponto de vista geopolítico e econômico. As diferenças estão na relação do Brasil com os países centrais, na situação da economia mundial e no perfil dos agentes do golpe. Os tempos são outros, e assim precisam ser analisados e compreendidos.

Em 1964, o mundo vivia a Guerra Fria, a economia americana estava em pleno “boom” e os EUA eram nosso principal parceiro econômico – que atualmente nada tem a oferecer. Hoje, a polarização ideológica não tem mais a mesma importância, e nosso principal parceiro econômico é a China. O Brasil, ainda, é um dos cinco – grandes e estratégicos – países do bloco do BRICS.

Por outro lado, do ponto de vista político, os militares compraram o golpe e bancaram a ditadura, então contra o “comunismo” forâneo e seus aliados internos. Mas, sem descontar os crimes cometidos, nunca abandonaram o espírito de Nação, que marca a história das FFAA brasileiras. A infraestrutura nacional, em boa parte, é obra da iniciativa dos militares.

Assim, quem comanda o golpe a serviço dos banqueiros internacionais e das petroleiras americanas é uma corja de ladrões, como definiu até mesmo a mídia internacional. Ao bando, somam-se setores mafiosos da industria paulista, a velha mídia falida e setores capturados da PF, da PGR, do MP e do STF. O resultado disso é desordem institucional, destruição da economia e sofrimento para os mais pobres.

O prejuízo visível para a economia já se verifica na indústria de infraestrutura, com falência do setor da construção civil e desemprego dos trabalhadores. O ataque à Petrobras, por outro lado, inviabiliza a política de “conteúdo nacional” e a decorrente recuperação da indústria agregada do setor, como o setor naval. A economia como um todo, paralisada por um ano, também sofre as consequências da ação golpista.

Maior do que golpe, o povo resiste com importantes vitórias internas e externas, como o isolamento dos golpistas na mídia internacional. De um lado, está o governo que conquistou o poder nas urnas, que superou a pobreza, distribuiu renda e deu dimensão de Nação ao país – que VENCERÁ! Do outro, os golpistas, ladrões, torturadores, herdeiros dos traidores e conspiradores históricos, serviçais externos do assalto predatório à economia e riquezas do Brasil.

FORA-CUNHA

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s