Mais que um golpe, é a guerra pelo Pré-Sal

Fernando Rosa

O golpe ainda curso no Brasil é uma construção externa que vem desde as manifestações de 2013, programadas pela inteligência americana e seus braços subterrâneos. Quem acompanhou criticamente, e não surfou naquelas ondas, sabe do que se está falando.

As escutas telefônicas das autoridades brasileiras tem a ver com isso diretamente. A captura de agentes da Polícia Federal, do Ministério Público e do judiciário em geral, por meio de “cursos”, “prêmios” e sabe-se lá o que mais, está na mesma conta.

A Operação Lava Jato é o centro do ataque, a artilharia, investindo contra a Petrobras, as empreiteiras nacionais, leia-se “conteúdo nacional”, e às iniciativas de defesa, como Angra 3. A sua metodologia respeita uma lógica de guerra, com vazamentos programados de acordo com a necessidade política de cada momento. O cartel da mídia completa a esquadrilha dos ataques programados.

O financiamento para a criação de “novos” partidos, que se aliaram ao golpe para cumprir determinadas funções, e a cooptação de lideranças políticas, sindicais e até mesmo de “artistas”, também fizeram, e seguem fazendo, parte do plano.

Nos últimos dias, um “circo de horrores” espatifou a armação, a hipocrisia e os personagens do golpe em sua face mais grotesca, além de começar a mostrar sua versão “programática” de entreguismo, privatização e destruições de direitos sociais e trabalhistas.

Os personagens visíveis deram as caras em votações, na televisão, confirmando natureza sórdida de seus planos, entre eles o corrupto Cunha, o conspirador Temer e o dissimulado Serra – ministro das “Relações e do Comércio Exterior”, a quem cabe a “missão” de entregar o Pré-Sal às petroleiras americanas.

Hoje, no 1º de Maio, Dilma reafirmou que resistirá, o povo também já decidiu que não sai mais das ruas, a mídia internacional é cabal em chamar o golpe de golpe, mas mesmo assim, os golpistas parecem não ter limites em seu assalto ao país.

O que explica isso? Essa sensação de que parece nada parar os golpistas? Nem o mais lógico dos argumentos legais e técnicos. Nem a mobilização crescente das ruas. Simples. Não são esses mequetrefes golpistas da paróquia que dão o tom da pressão e do nível da “guerra”. Eles apenas estão a serviço de seus patrões externos. São os Joaquim Silvério dos Reis, Calabar, general Ustra e outros “macacos” menores do império.

Assim como ocorreu em guerras anteriores, como no Iraque e na Líbia, aos Estados Unidos interessa apenas assaltar o petróleo – em nosso caso, o Pré-Sal. Para os verdadeiros chefes do golpe, o que interessa é apenas uma medida, a mudança do regime de partilha para concessão, na exploração do Pré-Sal. O que já foi até anunciado pelos jornais golpistas.

O nível de conflito em que o país está sendo mergulhado pouca diferença faz para eles, pelo menos no curto prazo. Lembram do Iraque? Suas lideranças foram criminalizadas, suas estruturas de estado destruídas, seu território bombardeado e seu povo assassinado aos milhares. Não esperem nada diferente por aqui. Para quem manda no golpe, o caos pode ser um facilitador.

A política de conciliação, que prosperou nesses últimos anos, está com seus dias contados. Uma parte da burguesia brasileira está aliada ao capital financeiro, e a outra foi encarcerada por eles. Assim como José Dirceu e outros, Marcelo Odebrecht e o Almirante Othon são presos políticos. Atualizem seus manuais de marxismo, que vai precisar.

Então, amigos, já quase passou da hora de se preparar para os novos tempos.

Os golpistas insistem em tentar dourar a pílula do golpe, como seus “antepassados” fizeram com a tortura – que diziam não existir. Essa batalha, no entanto, eles já perderam. O mundo sabe que se trata de um golpe e, pior, ao estilo Paraguai e Honduras. Podem até “gozar”, sendo chulo, mas será sempre um estupro, um GOLPE!

Mas, o campo popular, sindical, político de esquerda, também teima em fechar os olhos para essa nova realidade.

Excetuando-se algumas lideranças e forças políticas, limita-se a luta ao terreno da “defesa da democracia”, fundamental, mas insuficiente para superar a crise nacional, regional e mundial atual.

Estamos vivendo a máxima que antes só atingia outros países e regiões: ONDE TEM PETRÓLEO E GÁS, TEM GUERRA, patrocinada pelos Estados Unidos, por meio de bombardeios ou utilizando-se dessa nova forma de ataque que são os golpes policiais-jurídicos-midiáticos. Poucas lideranças, em raros momentos, deixaram, e deixam, isso claro.

O alvo do golpe é o Pré-Sal. O alvo da guerra é o Brasil. O alvo estratégico é o BRICS.

Ou se deixa isso claro, ou o povo, os trabalhadores e os patriotas não serão mobilizados adequadamente, e dificilmente se alinharão as forças populares, democráticas e patrióticas necessárias para enfrentar e derrotar o golpe e o que dele advirá, se confirmar-se.

A guerra foi declarada quando Lula anunciou ao mundo a descoberta do Pré-Sal.

Ou se acorda para isso, ou ficaremos apenas reclamando dos golpistas nos escaninhos da história.

lulapresal1

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