Os golpistas e os hospedeiros

Fernando Rosa

Bem, a cada dia uma novidade, uma surpresa, mas o golpe segue firme em seu curso.

Tem gente que se entusiasma com as novas delações, com os novos vazamentos. O que, em parte, de fato é para ser comemorado. Mas, não a ponto de achar que apenas isso é o suficiente para vencer a batalha.

Nem Janot e sua turma agem fora do script do golpe, que tem por objetivo central assaltar o Pré-Sal e as estatais que restam.  E nem o mau cheiro que exala da quadrilha em decomposição é capaz de comover gente como Cristóvão Buarque ou Romário.

Então, voltemos à “eles”. Lembram “deles”? Das conversas do Sérgio Machado com Renan e Sarney. Sim, “eles” que comandam o golpe. “Eles” que enquadraram o PMDB no golpe. “Eles” para quem “nem Michel” servia.

SARNEYNem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições.

Pois, “eles” seguem com seu plano golpista.

Afastaram Dilma, pelo menos por enquanto, e agora querem se livrar do PMDB. O projeto original, certamente, era levar Temer e o PMDB com a barriga até 2018. Afastariam Dilma definitivamente e, depois, dariam um jeito de tornar Lula inelegível, com ou sem prisão.

Mas pelo visto subestimaram o grau de corrupção dos aliados. Ou, então, imaginavam ter mais controle sobre a Operação Lava Jato e seus operadores e agentes.

Então, o caldo entornou para o lado “deles”.

A primeira medida foi trocar a toque de caixa o embaixador americano. De uma especialista em golpes judiciais-parlamentares por um expert em “conflitos internos”. Bem a calhar, pelo grau de reação popular ao golpe.

A Rede Globo, por outro lado, já deu sinais da nova tática para também tentar contornar o problema. Batem pesado nos seus ex-amigos corruptos, mas salvam a pele de Temer e “sua magnifica equipe econômica”. Acham que mantém o apoio dos empresários rasgando a CLT e cortando direitos. E que fazem caixa rápido torrando o Pré-Sal.

Ao mesmo tempo, tentam manter Serra na sombra, de onde ele trama o golpe com seus amigos americanos desde 2010. A promessa de entregar o petróleo brasileiro é divida antiga, vem desde aquele ano. Estava na mão em 2014, mas a Dilma e o povo reagiram e melou novamente.

Então, “eles” não desistiram e seguem em marcha batida desde o final de 2014.

Por isso, é decisivo entender o que está em jogo, por trás dos panos, definitivamente.

O PMDB é apenas hospedeiro do golpe. Pegaram carona para tentar safar-se da Lava Jato. Em troca, dariam ares de legalidade ao impeachment. A cobertura para o assalto de Serra, as petroleiras e os financistas.

Mas seu governo está caindo de podre. Não sobrevive ao inverno de agosto, diria-se no Sul. Nem os chefes do golpe conseguem salvá-los.

É preciso desmascarar os verdadeiros chefes do golpe e os seus interesses reais. Identificar e denunciar a cara “deles”, cada vez mais exposta.

O que está em jogo é mais do que a defesa da democracia, embora seja fundamental, e isso seja decisivo nesse momento.

É preciso mostrar que o alvo dos ataques é a Nação Brasileira, é a nossa existência quanto país soberano.

O povo brasileiro está sendo atacado, para ser saqueado.

Não apenas por Cunha, Temer ou Serra.

Mas por “eles”.

“Eles”, os interesses americanos e seu cavalo de Tróia, o PSDB.

E não só o Brasil, mas toda a América Latina.

serra-arma

 

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