O dia em que os golpistas brincaram de “mariners”

Fernando Rosa

O usurpador, de fato, sabe lidar com bandidos. Hoje, por exemplo, seu governo colocou dois deles na mesma ação. O juiz da Globo e o advogado do PCC. Mas, como tudo nesse governo, deu tudo errado. Se alguém acha que essa ação tresloucada teve algum sucesso, pode ir mudando de ideia. Apenas passaram uma imagem de “ditadura” covarde, fanfarrona e estúpida. Como questionou o senador Requião, só um idiota para achar que alguém ainda tem documentos em casa.

A jogada era para ser de mestre. Os golpistas precisavam reagir, depois de quase um mês nas cordas. A mídia internacional carimbou o golpe na testa do usurpador-chefe e dos golpistas-entreguista. Depois, os ministros corruptos foram caindo uma por semana. Por último, a comissão do golpe viu seus falsos argumentos sendo destroçados um a um. O crescimento da imagem de Dilma terminava por fechar o quadro de terror. Por isso, uma mídia cada dia mais desesperada e nada de pesquisas.

O que sobrou do dia foi a imagem agressiva e espetaculosa de uma ação desnecessária, que apenas confirmou o caráter golpista e autoritário do governo usurpador. A entrevista do Ministro da Justiça não podia ser mais óbvia sobre a paternidade da ação, em parceria com Sérgio Moro, e  mando de Serra, quando tentava justificar sua ida a Curitiba, na terça-feira. É claro que foi até lá para “selecionar” e ajustar os métodos da ação na “cesta de operações” da Lava Jato. No alvo, atacar a combativa Gleisi, trazer o PT para o foco e  ainda tirar uma casquinha do Haddad.

Mas ele disse mais, em entrevista nesta quinta-feira, que o governo usurpador “não tem vergonha” de defender e apoiar a Lava Jato – “institucionalmente”. Uma novidade, convenhamos, depois de tudo que se ouviu nas gravação do Sérgio Machado. Só que o apoio de que fala é o contrário, é mobilizar o Estado para atacar seletivamente, no caso, um partido político. É capturar ainda mais a Polícia Federal para executar ações do interesse do PSDB, do senador José Serra e seus patrões externos.

O STF, a Procuradoria Geral da República, caso não estivessem comprometidas com o golpe, deveriam dar atenção ao que aconteceu hoje. A mesma coisa deveriam fazer as Forças Armadas, que em breve serão cobradas pela entrega do país aos interesses externos e pelo comprometimento da defesa nacional. O que assistimos hoje foi uma tentativa canhestra e vagabunda de ação ditatorial de um governo ilegal, antinacional e corrupto de cima a baixo. Uma imitação barata de “mariners” imperiais invadindo algum país do Oriente Médio para assaltar o petróleo.

Em resumo, a ação dos golpistas sepultou a operação Lava Jato, confirmando que ela serve apenas para promover a perseguição seletiva. Depois de um mês em que a maioria dos principais próceres do PMDB golpista veio à baila, investiram contra Gleisi Hoffmann e o PT. E, claro, nada sobre Aécio Neves, José Serra e qualquer outro nome do PSDB, seus parceiros do golpe. Se o laranja de Eduardo Campos e Marina se matou ou foi queima de arquivo, ainda não se sabe, mas Moro, Moraes e Serra “suicidaram” a Lava Jato.

Soldados-americanos-no-Afeganistão
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2 comentários em “O dia em que os golpistas brincaram de “mariners”

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