Serra x Geisel e a “colônia americana”

Fernando Rosa

A nova tentativa do ministro-interino das Relações Exteriores, José Serra, de entregar a base de Alcântara para os Estados Unidos é revelador do seu papel e dos seus pares, em especial o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Além de Alcântara, some-se afastar o Brasil do BRICS, o projeto para mudar a forma de exploração do Pré-Sal, a política de desmonte da Petrobras e as já anunciadas privatizações em massa.

Esses senhores não cometem atos lesivos aos interesses nacionais apenas por desinformação, ou ainda por uma sincera e diferente visão de construção da nacionalidade. O retorno às políticas entreguistas dos anos noventa, dos governos FHC, demonstra um compromisso que extrapola também a visão ideológica. É como se fosse um pacto com o diabo, em que o descumprimento significaria a morte.

Eles tentaram aplicar esses golpes em seus dois governos, mas foram rechaçados pela sociedade, pelos movimento sociais e pelos setores militares, o que redundou na derrota eleitoral de seu projeto vende-pátria e recessivo em 2002. Desde então, perderam sucessivamente às eleições, até chegar ao momento atual, em que por meio de um golpe de estado, com evidente interesse americano, buscam retomar sua agenda de traição nacional.

Assim como agiram nos anos noventa, buscam alinhar o Brasil aos interesses unilaterais dos Estados Unidos e das corporações americanas, rompendo com toda a política multilateral historicamente construída pelo Brasil. O que pretendem José Serra e os golpistas-interinos contraria visões, projetos e políticas que vem desde Getúlio Vargas até os tempos atuais, com Lula e Dilma. Nem o general Ernesto Geisel, que abriu relações com a China, em 1974, escapa da sanha golpista-entreguista.

As medidas anunciadas na “interinidade” apontam para o que pretendem, caso consigam aprovar definitivamente o afastamento da presidenta Dilma da Presidência da República. Já colocaram irresponsavelmente o Brasil na “rota do terror”, ou seja, abriram as portas e as fronteiras nacionais para os mariners americanos. Entregar o petróleo, depois a água, ferir a soberania e abrir o território para instalações militares estrangeiras, como fez Macri, é o de menos.

Ou o Brasil acorda, com toda sua vocação de grande Nação, reúne suas lideranças em todas as áreas, enfrenta os golpistas e produz um amplo projeto para o país, ou seremos destruídos. Vale lembrar, neste momento, a reação do general Ernesto Geisel, quando enfrentou o debate contrário a abertura de relações com a China, advertindo sobre o isolamento e a transformação do Brasil em uma “uma colônia dos Estados Unidos”.

brasil-china

 

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