Um golpe para submeter o Brasil ao atraso mundial

Fernando Rosa

Um amigo visitou os Estados Unidos no último mês de julho e retornou impressionado com a quantidade de mendigos nas ruas de Chicago, praticamente em todas as esquinas da cidade, segundo ele. Esse fato é resultado da situação econômica atual do país, onde a pobreza atinge uma grande parcela da população, com mais de 50 milhões abaixo da linha da miséria. Os Estados Unidos tem atualmente mais de 500 mil pessoas vivendo nas ruas das grandes cidades do país, das quais 60 mil em Nova York, sendo 20 mil crianças.

“Vocês estão vivendo na pobreza, suas escolas são más, vocês não têm trabalho, 58 por cento dos jovens são desempregados”, disse o candidato republicano Donald Trump a uma platéia de afro-americanos, recentemente. A fala de Trump tem apelo, pois segundo dados oficiais da prefeitura de Nova York, 57% dos mendigos da cidade são negros, 31% são latinos, 8% são brancos, 1% são de descendência asiática e 4% são de outras etnias. É a consequência do desastre da economia neoliberal e do rentismo predador, em que de cada US$ 100,00, US$ 85,00 estão alocados na especulação financeira.

Diante dessa situação interna, para tentar salvar-se o imperialismo reage patrocinando golpes de estado, destruindo Nações, como fez com o Iraque e a Líbia, e assaltando riquezas alheias. Enquanto a China tem US$ 4 trilhões para investir no mundo, a economia norte-americana está quebrada, sem nada para oferecer a não ser tentar bloquear o desenvolvimento de países e regiões. A política comandada por Barack Obama, que Hillary Clinton promete seguir, já com o voto aberto dos golpistas brasileiros, não deverá alterar o rumo do belicismo, da recessão e da usura internacional.

No Brasil, que retirou 40 milhões de pessoas da pobreza, a política do imperialismo passa por afastar o país do BRICS e impedir a entrada de recursos chineses, especialmente aqueles voltados para investimentos em infraestrutura e tecnologia. Os golpistas já sinalizaram claramente sua política de submeter o Brasil ao jogo da geopolítica americana, rompendo com o multilateralismo construído desde os anos setenta, no governo Geisel, especialmente. Ao apostar nesse caminho, os golpistas ameaçam devolver os brasileiros à pobreza, comprometer a soberania nacional, inviabilizar a defesa do país e, definitivamente, transformar o Brasil em uma “colônia americana”.

É disso que se trata o golpe de estado em curso no Brasil, patrocinado pelas mesmas forças e alianças que atacam a Turquia, que deram o golpe em Honduras e no Paraguai e que apostam empurrar as Nações para uma nova guerra mundial. A traição que o Senado Federal está prestes a perpetrar tem a dimensão de outros episódios da vida nacional, como a infame condenação de Tiradentes, a campanha que matou Getúlio Vargas e o Golpe Militar de 1964. O Brasil, no entanto, é maior do que isso, resistirá e, muito antes do que imaginam, os golpistas terão seus nomes inscritos no livro dos traidores da Pátria, ao lado de Silvério dos Reis, Calabar e Carlos Lacerda.

homeless

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2 comentários sobre “Um golpe para submeter o Brasil ao atraso mundial

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