O Brasil não será o novo Iraque

Fernando Rosa

“O neoliberalismo está morto”, segundo Joseph Stiglitz, economista ganhador do prêmio Nobel, em 2001, em entrevista ao portal Business Insider. De acordo com ele, está superada a tese de que os “mercados” livres da intervenção dos Estados produzem crescimento econômico. “O neoliberalismo está morto em ambos os países desenvolvidos – Estados Unidos e Inglaterra – e nos países em desenvolvimento”, decretou o Nobel.

Enquanto isso, o Brasil é alvo de um golpe de estado que objetiva trazer de volta a desastrada experiência neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso. Já nos anos noventa, mesmo com privatizações e abertura do setor petrolífero, o neoliberalismo não aportou o volume de capitais com que sonharam os “americanófilos”. Atualmente, o que os EUA têm a oferecer é apenas destruição da economia, dos direitos sociais e, em última instância, do Estado nacional – como fez com o Iraque a Líbia.

Enfiar o Brasil na contramão da história da economia e da geopolítica torna-se ainda mais grave quando a China, por exemplo, acaba de sinalizar que “a atual ordem mundial está terminada”, ou seja, chegou ao fim a unipolaridade vigente desde a extinção da URSS. “Vemos como a União Europeia está à beira da desintegração, bem como a economia dos EUA”, declarou o presidente chinês, anunciando uma aliança militar com a Russia. “O mundo está no limiar de uma mudança radical”, disse Xi Jinping, durante o 95º aniversário do PCC, no mês passado.

Também é demonstração do total atraso histórico desconhecer a mudança nos rumos da economia atualmente em curso na Russia. Assim como Stiglitz, o presidente Vladimir Putin também chegou a conclusão que o “experimento” neoliberal fracassou na Russia. Por conta disso, ele deu sinal verde aos economistas nacional-desenvolvimentistas para dar novos rumos para a economia do pais. A decisão desautoriza os defensores internos do “livre mercado” que levaram a Russia à recessão econômica atual.

Integrante do BRICS, o Brasil só tem a ganhar com as mudanças em curso no mundo, afirmando sua tendência histórica pelo multilateralismo e sepultando o neoliberalismo. No entanto, o golpe de estado “americano” pretende afastar o Brasil dessa “nova ordem” e devolvê-lo ao papel de colônia subalterna. Assim como em outros momentos, a vocação de grande Nação derrotará a traição, com um Projeto Nacional e os instrumentos de luta necessários para impedir que o país vire um “novo Iraque”.

guerradoiraque1

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2 comentários sobre “O Brasil não será o novo Iraque

  1. Desde menino ouvi dizer, e aprendi, que chapéu de trouxa é marreta. Que se dormir distraído, pode acordar com um pé de mesa… E a cada dia mais isto se confirma, Olha só. Naquele antro da quadrilha que costumamos chamar de congresso, as coisas acontecem de uma forma muito diferente e complexa. Pode-se dizer, em mais um eufemismo, peculiar. Ali estão os caras que fazem a leis. [ 414 more words ]

    https://gustavohorta.wordpress.com/2016/08/23/apaporra-saporra

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