O sonho tucano mora ao lado

Fernando Rosa

Os golpistas brasileiros, comandados pelo senador tucano José Serra, mal afastaram a presidente Dilma Rousseff, em maio, correram para o abraço com o presidente argentino Mauricio Macri. A razão da simpatia é a sintonia com o projeto neoliberal do vizinho, patrocinado pelo imperialismo norte-americano.

A aplicação do programa imposto pelo capital financeiro no país vizinho já deixa um rastro de destruição. Apenas no primeiro trimestre deste ano, 1,4 milhão de argentinos entraram na pobreza. De um percentual de 24% a 29% em dezembro de 2015, a pobreza subiu para 32,6%. O número é resultado de estudo da Universidade Católica Argentina.

Os “novos pobres” são consequência do aumento dos preços, da queda da atividade econômica e da falta de acesso aos subsídios sociais. A situação piorou após as medidas de ajuste adotadas pelo governo Macri, informa Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social Argentina da universidade.

Na Argentina, em uma população de 42 milhões de pessoas, um total de 13 milhões são pobres, segundo o estudo. Os “novos pobres”, também de acordo com o estudo da Universidade Católica, “estão empobrecendo em maior rapidez do que os próprios que já são pobres”. Segundo o levantamento, 34,5% dos argentinos são pobres, maior índice dos últimos sete anos.

No Brasil, nem a privataria tucana, nos anos noventa, foi capaz de atrair capitais externos e dar resultados econômicos e sociais. Agora, depois de quatro derrotas consecutivas nas urnas, pretendem impor o programa por meio de um colégio eleitoral fraudado. Ou seja, por meio de um golpe.

Com o golpe de estado consumado, os programas sociais entrarão na mira dos neoliberais, que já defendem um “arrocho imediato e geral”. O maior exemplo dessa política é o congelamento por vinte anos dos recursos públicos destinados à saúde e à educação. Além do ataque à Previdência, aos salários e outros direitos sociais.

Assim como na Argentina, podemos não apenas devolver à pobreza os 40 milhões resgatados pelos últimos governos de Lula e Dilma. Além deles, também como no país vizinho, um novo exército de brasileiros descerá velozmente para a linha da pobreza. É o sonho tucano da “colônia americana”.

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