“Estados Unidos do Brasil”

Fernando Rosa

O golpe de Estado em curso tem dois padrinhos de honra: Juracy Magalhães e José Serra. Um – em memória – foi o primeiro ministro de Relações Exterior após o golpe de 1964. É dele a frase: “O que é bom para o Brasil é bom para os Estados Unidos”. José Serra, aquele que não sabe o que é o BRICS, é o primeiro ministro de Relações Exteriores do novo golpe de Estado. É dele a expressão: “Estados Unidos do Brasil”, referindo-se ao nosso país – República Federativa do Brasil.

A irônica introdução é para não deixar qualquer dúvida sobre o fato de que, além de um “golpe americano”, enfrentamos atualmente a tentativa de impor um Estado dentro de outro Estado. O que sucedeu ao golpe de 1964 foi uma ditadura contra os direitos democráticos, mas que manteve intacto o Estado Nacional. Atualmente, assistimos a incessante busca de criar um “estado paralelo”, um novo Estado, os Estados Unidos do Brasil.

A Operação Lava Jato e a mídia golpista encarregaram-se de atacar a economia, as instituições, as lideranças políticas e populares. Ameaçam aniquilar com a política de Defesa, com a indústria nacional, com a Educação Pública, com o acesso à saúde e com os direitos sociais e trabalhistas. Promoveram um golpe de Estado e agora apostam em consolidar a ocupação com a prisão de Lula e outras patifarias. Como se vê, funciona como uma milícia paraestatal a serviço do Império.

O juiz Sérgio Moro é o “mariner”, quase um espião, mais exposto da invasão norte-americana. É difícil explicar o que um juiz de primeira instância, de um estado periférico, tanto faz nos EUA, e sempre em momentos decisivos da Operação Lava Jato. Quem convida, quem são os laranjas anfitriões, quem paga as passagens, os hotéis? Se fala em nome do Brasil, com que autoridade constitucional, legal? E, principalmente, com quem ele se encontra por lá?

Uma parte expressiva do Judiciário também opera para consolidar a nova ordem invasora. O TRF da 4ª Região, por exemplo, fez da Operação Lava Jato um “território livre” da Constituição Federal. A Lava Jato é como um enclave (i)legal dentro do território jurídico-policial brasileiro. Uma espécie de Hiléia Amazônia, armação institucional dos EUA para apropriar-se da Amazônia, no final dos anos 40, barrada pelo Comando Maior do Exército.

Para completar, o procurador Deltan Dallagnol atacou as bases da Nação brasileira, dando ares históricos para sua viralatice sabuja. Segundo ele, quem veio de Portugal para o Brasil foram degredados, criminosos – “responsáveis pela corrupção”. “Quem foi para os Estados Unidos foram pessoas religiosas, cristãs, que buscavam realizar seus sonhos, era um outro perfil de colono”. Os brasileiros, os “Silvas”, os heróis nacionais – civis e militares, a Igreja Católica agradecem a deferência.

Pautada desde fora, a Operação Lava Jato não tem, e nunca teve por objetivo combater a corrupção. Até porque corrupção se combate com desenvolvimento, educação e  leis adequadas. A ação do juiz Sérgio Moro apenas destrói empresas, compromete a defesa nacional e promove a instabilidade institucional. Serve aos interesses geopolíticos dos EUA para afastar o Brasil de seu protagonismo histórico. E condensa em si a pior das corrupções, que é a da traição à Pátria.

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