Lava Jato: tortuosa, seletiva e lesa-Pátria

Fernando Rosa

“O ex-deputado e ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci é acusado de receber propina para trabalhar pela Odebrecht dentro do governo e no Congresso Nacional. Mas como não foram encontradas provas do recebimento dessas quantias, Palocci deve ficar preso, “enquanto não houver tal identificação”.

Essa é a motivação, segundo o site da Conjur, usada pelo juiz Sergio Moro, titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, onde corre a maioria dos processos da “Lava Jato”, para mandar prender o ex-ministro. Algo parecido foi alegado contra o também ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na semana passada, alvo de uma prisão arbitrária e covarde dentro da sala de cirurgia de um hospital, onde acompanhava sua mulher.

“A Lava Jato é uma das operações mais tortuosas da história do Ministério Público. A gente sente claramente que os alvos são escolhidos”, sentenciou o subprocurador da República e ex-ministro da Justiça do governo de Dilma Rousseff, Eugênio Aragão. “A gente sente claramente que os alvos são escolhidos. Há delações claras em relação a outros atores que não pertencem ao grupo do alvo escolhido e que simplesmente não são nem incomodados”, completa.

Ambos os casos são mais dois exemplos da prática “tortuosa” do Enclave de Curitiba com o objetivo de “construir” uma situação, mesmo que farsesca, para tentar prender o ex-presidente Lula, a meta final da Operação. As duas prisões foram realizadas após mais uma viagem de Moro aos Estados Unidos, para onde vai sempre que a operação entra em descompasso, ou que novas decisões precisam ser tomadas para fazer andar o golpe.

É gritante a coincidência entre mais essa viagem, a denúncia dos procuradores, na semana de sua ausência, sem provas, apenas baseada em convicções, e as duas operações desencadeadas posteriormente. Mas a sintonia não é apenas externa, ela também está articulada com os golpistas, como evidenciaram a divulgação antecipada do ministro da Justiça e a notícia de que Temer é informado sistematicamente sobre o andar das operações.

Já não resta mais qualquer dúvida de que a Operação Lava é um “enclave” jurídico-policial dentro da sociedade brasileira, sob encomenda das grandes corporações, do Departamento de Estado americano e suas agências. No final dos anos quarenta, os americanos tentaram emplacar o enclave da Hiléia Amazônica para tentar controlar as riquezas da região, mas foram derrotados pela ação do senador Artur Bernardes e do Comando Maior do Exército.

Hoje, a ameaça é muito mais grave, envolvendo o destino do Pais, das suas indústrias, da Defesa Nacional, da educação e da soberania nacional. Diante disso, do fato de que algumas gerações de brasileiros serão afetadas, é preciso denunciar o golpe em sua real dimensão histórica. E construir um Projeto de Nação, amplo, com todas as forças patrióticas, que responda às necessidades do povo brasileiro.

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