Integridade, desenvolvimento e soberania

Fernando Rosa

A prisão do deputado Eduardo Cunha sinaliza a ordem de apressar o desfecho do golpe. O objetivo verdadeiro é abrir o caminho para prender o ex-presidente Lula. E, quem sabe, um pouco depois também a ex-presidenta Dilma Rousseff. Assim como parlamentares mais combativos.

O lance é arriscado pois depende de variáveis que não estão inteiramente determinadas e postas no tabuleiro. O poder real externo, ou internamente entrincheirado, tem um “timing”. Mas os operadores nativos podem ter outro, ou atrapalharem-se com a velocidade.

A força dos golpistas é o “enclave” judiciário que passou a operar em “regime de excepcionalidade”, com delações premiadas e prisões cautelares e seletivas. A prisão de Cunha é uma afronta às regras legais, um desafio definitivo ao STF, a serviço da judicialização da política. É mais um degrau na escada que leva à instalação de um definitivo Estado de Exceção.

A essa sucessão de prisões pensam blindarem-se para dar o passo seguinte, que é afastar Temer. Ao estresse da prisão de Lula, agregarão um novo e perigoso desafio. Apostam detonar o PMDB e abrir caminho para a entrada triunfal de um representante do PSDB, via Colégio Eleitoral.

Esse salto para o caos, no entanto, exige a presença de forças capazes de bancar o carteado na mesa. Os Estados Unidos enviarão tropas para apoiar os representantes de seus interesses geopolíticos e econômicos? As Forças Armadas assumirão a divisão da Nação, tomando partido dos interesses externos?

A recente reunião do BRICS sepultou publicamente qualquer possibilidade de reconhecimento internacional ao governo golpista. A promessa de “salvação” da economia naufraga a cada indicador divulgado. Ao afrontar direitos sociais e ameaçar o Estado Nacional, a PEC 241 organiza a resistência em vastos setores.

O povo brasileiro tem dado mostras de que não aceitará ver o Brasil transformado em uma “colônia americana”, sem rebelar-se. Os empresários já percebem que nada mudou, ao contrário, tudo piorou. As Forças Armadas têm reafirmado seu compromisso histórico com um projeto de desenvolvimento e defesa da integridade nacional.

É preciso que as vozes da Nação se levantem para defender o Brasil, além dos setores de classe ou social. O ex-presidente Lula é a “cara” de um Brasil que não aceita interromper sua vocação de grande Nação. A ele, em uma ampla frente, devem se unir todos os democratas, nacionalistas e patriotas em torno de um Projeto de Nação.

Um projeto que promova a industrialização, mantenha e valorize o Salário Mínimo e fortaleça o mercado interno. Que aposte na educação e no desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da pesquisa. E que, entre outras medidas, promova a redução das taxas de juros e um câmbio competitivo.

O Brasil é um dos países que mais cresceu no mundo, desde o anos trinta, mesmo com percalços ao longo do percurso. Historicamente, a submissão nacional à ingerência externa tem dividido os brasileiros e causado prejuízos ao Brasil. Que a união de todos os brasileiros transforme essa investida no último ataque à Pátria e a nossa soberania.

bandeira-brasileira

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