“Nem golpe de Estado, nem intervenção estrangeira”

Fernando Rosa

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exerceu digna e corajosamente o poder para o qual foi eleito pelo voto popular. Ante mais uma tentativa de golpe parlamentar na região, enfrentou os golpistas e chamou o povo à resistência e à luta. “Nem golpe de Estado, nem intervenção estrangeira”, disse ele alto e bom som. Aliás, no meio do povo, mobilizado em defesa da democracia e da soberania.

Ao contrário do Brasil, onde o golpismo segue sem autoria clara, Maduro escancarou de onde vem o golpe em seu pais, e quais são as suas intenções, como fez Erdogan na Turquia recentemente. E mais do que isso, mobilizou o povo, conclamou as Forças Armadas a defender a Pátria, foi até o Papa e abriu amplas negociações. A oposição e seus patrões norte-americanos espernearam, mas vão pensar duas vezes em promover uma guerra civil.

O “script” do golpe na Venezuela é o mesmo do Brasil, do Paraguai, de Honduras, da Ucrânia, da maioria dos países do Oriente Médio. Conta com a ação do Departamento de Estado americano, suas embaixadas, agências de espionagem e todo o arsenal de tecnologia atual. O objetivo em todas as regiões é instaurar caos e destruição, como fizeram no Iraque e na Líbia, promovendo a desordem econômica, política e social.

Os Estados Unidos, desde a crise bancária de 2008, não tem mais nada a oferecer ao mundo, a não ser a ameaça de uma terceira guerra mundial. Barack Obama trabalhou por isso, Hillary Clinton já deixou claro que sua arma é a guerra sem limites para tentar salvar o Império em decadência. O mundo unipolar acabou, avisaram Rússia e China, e o BRICS, por exemplo, é demonstração dessa nova realidade do planeta.

A crise mundial está se agravando a cada dia que passa, impondo novas soluções, tanto de pensar, quanto de propor e de organizar. Adormecemos com o golpe de Estado no Brasil, acordamos com o grave conflito na Venezuela, e ainda tem o dia seguinte da eleição americana. A terceira guerra já está em curso, não apenas na Síria, no Oriente Médio, mas aqui entre nós, em nosso continente. Quem não entendeu o golpe até agora, talvez não vá perceber isso também.

O Brasil, então, tem pelo menos duas tarefas fundamentais a cumprir em tempo recorde e dramático para a sua história. Primeiro, afastar esse bando usurpador, traidor dos interesses nacionais, agente da divisão dos brasileiros. Ao mesmo tempo, reorganizado em sua coesão interna, e tendo um Projeto de Nação norteador, exercer seu papel de dissuasão junto aos demais países do mundo, agindo em favor do desenvolvimento e da paz.

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3 comentários sobre ““Nem golpe de Estado, nem intervenção estrangeira”

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