Drones sem comando

Fernando Rosa

Os brasileiros de bem reagiram com indignação ao tratamento policial da Operação Lava Jato aos ex-governadores do Rio de Janeiro, Antony Garotinho e Sérgio Cabral. Natural a reprovação de pessoas que não perderam sua humanidade, mas também, infelizmente, natural a ação da “República de Curitiba”.

O que esperar da Operação Lava Jato, que tem em sua origem promover um golpe de Estado no país, a destruição da defesa nacional e da indústria brasileira? Não é de hoje que as ações comandadas por Sérgio Moro e sua “swat” particular aplicam os métodos da “gangue transnacional” em suas guerras recentes de destruição das Nações.

Já não basta apenas creditar à ingenuidade política, ou ao fanatismo jurídico-religioso a ação criminosa da Operação Lava Jato contra os interesses da Nação e do povo brasileiro. Aos poucos, os “drones” teleguiados vão aplicando as táticas de terror e intimidação, como fizeram no Iraque e na Líbia, submetendo lideranças à demonização e, depois, ao assassinato televisionado.

A Operação Lava Jato tem em sua origem o DNA da traição nacional, resultado da espionagem da NSA, como denunciou Snowden, e de interesses geopolíticos e econômicos externos. Não por acaso, os primeiros alvos a serem perseguidos e aprisionados foram o empresário Marcelo Odebrecht, o Almirante Othon (leia-se “submarino nuclear”) e, sem sucesso, o ex-presidente Lula.

Ninguém, com um pingo de inteligência e patriotismo, especialmente depois das eleições norte-americanas, tem mais o direito de ser ingênuo, ou “republicano”, diante da Operação Lava Jato. Agindo em território ocupado, sob a “proteção” dos atiradores da mídia corrupta, seus operadores avançam ditatorialmente sobre as leis do país e os direitos individuais.

A vitória de Donald Trump identificou aos olhos do mundo o comando das ações de espionagem, de ataques às Nações para tentar salvar os interesses da quadrilha internacional bélica-rentista. Não apenas flagrou, como derrotou o comando central que, nos últimos quinze anos, espalhou guerras, destruição econômica, inclusive dentro dos EUA, e golpes de Estado pelo mundo.

O plano dos saqueadores mundiais ainda sediados em Washington, e dos golpistas internos a seu serviço, era ganhar as eleições e, imediatamente, determinar a prisão do ex-presidente Lula. As coisas, no entanto, deram erradas e, neste momento, os lacaios internos tentam aplicar um plano “b” para ganhar tempo em suas novas ações criminosas.

Investem contra os ex-governadores do Rio Janeiro para tentar eximir a Operação Lava Jato, e o próprio governo golpista, da responsabilidade pelo desastre econômico, social e político do estado. Não por acaso, o juiz Sérgio Moro, em seu despacho, acusa os ex-governadores e suas supostas irregularidades pela “ruína das contas públicas” do Rio de Janeiro.

Ao contrário, por mais desvios que possam ser identificados, nada supera o estrago produzido pelo fechamento de estaleiros, de empresas ligadas à Petrobras e de empreiteiras da região. O desemprego, a falência empresarial e a queda da arrecadação são consequências diretas da ação irresponsável e lesa-Pátria da Operação Lava Jato.

Diante desse quadro, o Brasil precisa se levantar em defesa de sua economia, de seu mercado interno e dos empregos dos trabalhadores, assim como fizeram os norte-americanos. Se os Estados Unidos acordaram, enfrentaram e derrotaram o monstro bélico-rentista, mais razão têm os brasileiros para dar um basta nos ataques contra a Nação.

Os golpistas, que não tinham apoio externo, acabam de perder não apenas seu principal aliado, mas o centro de comando de suas operações. Não se justifica, portanto, permitir que um bando de assaltantes externos, mercenários e “silvérios dos reis” à deriva transformem o Brasil em uma região devastada, sem lei, ordem e futuro.

Já é hora, portanto, de construir uma ampla frente, nacional e patriótica, com um programa estratégico, que inclui industrialização, defesa do mercado interno e empregos. Nesta semana, na porta de um estaleiro em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula, mais uma vez, apontou o caminho da luta.

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