Estado paralelo

Fernando Rosa

“A Lava Jato é maior que nós”?

Lembram do questionamento do procurador e ex-Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, em carta-aberta ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot?

Na época, escrevemos:

– Se “a Lava Jato é maior do que nós”, ela esta acima dos poderes institucionais constituídos, ou seja, além dos interesses nacionais, em todos os sentidos.

Pois nesta semana, a ação ilegal, e traiçoeira, da República de Curitiba está vindo à tona, por meio da corajosa atuação dos advogados do ex-presidente Lula.

Nas audições do início da semana, eles interpelaram os delatores sobre “acordos de delação” com autoridades e instituições estrangeiras, especialmente norte-americanas. Em dois casos, os empresários foram calados pela ação anti-jurídica e destemperada do juiz Sérgio Moro.

Hoje, no entanto, dois delatores entregaram o jogo e, junto, o motivo do nervosismo do juiz Moro.

Segundo o site oficial de Lula, “o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco confirmou, atuando como testemunha em audiência de processo penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está negociando acordos de delação com mais de um país estrangeiro, a respeito das irregularidades de que teria participado na confecção de contratos da estatal”.

Também em depoimento na Justiça Federal de Curitiba, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto da Costa confirmou que fechou um acordo de colaboração com órgãos norte-americanos. Segundo ele, o acordo foi fechado com auxílio da Procuradoria-Geral da República, já tendo sido realizadas duas reuniões com autoridades dos Estados Unidos e do Brasil.

A reação arbitrária do juiz Sérgio Moro, censurando os delatores, portanto, tinha razão de ser.

A atuação conjunta – e informal – do Ministério Público Federal com autoridades norte-americanas contraria acordo firmado em 2001, entre os dois países. Segundo o acordo, o Ministério da Justiça do Brasil é a autoridade central e competente autorizada para tratar esse tipo de questão.

Ou seja, o “segredo” acompanhado de temor escondem a ilegalidade, ou quem sabe algo ainda mais grave.

É visível o desespero do juiz Sérgio Moro em seu papel de advogado dos delatores e, ainda mais grave, de protetor – ou seria preposto? -, dos “acordos sigilosos” com os Estados Unidos.

Não é de hoje, aliás, que paira um véu de suspeição sobre a atuação “paralela” do procurador Rodrigo Janot. A história de como a Operação Lava Jato chegou até o submarino nuclear é um exemplo disso.

Em 2015, a agenda  externa do “estado paralelo”, já em vigor, levou o Procurador Geral da República Rodrigo Janot até Leslie Caldwell procuradora-adjunta da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA. Até ser indicada ao cargo pelo presidente Obama, em 2014, ela havia sido sócia do escritório Morgan Lewis de NY, especializado em contenciosos no setor de energia, especialmente nuclear. Em seguida, a República de Curitiba deflagrou a “Operação Radioatividade” para investigar suspeitas na área nuclear.

Aos poucos, depoimentos e fatos vão mostrando o verdadeiro caráter do golpe de Estado contra a Nação brasileira. E evidenciando a existência de um poder que age na obscuridade contra os interesses nacionais. O “Enclave de Curitiba”.

Por muito menos, outros países metem na cadeia aqueles que comprometem os seus interesses.

Ouçam a partir de 22h50. 

Ouçam a partir de 04h40.

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2 comentários sobre “Estado paralelo

  1. Pingback: Lava Jato compromete segurança nacional – SENHOR X

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