Antes que a casa caia

Fernando Rosa

Os operadores da Operação Lava Jato armaram um circo nos últimos dias, defendendo a ampliação do “estado de exceção” com suas “10 medidas” autoritárias. Ao mesmo tempo, buscam institucionalizar o “abuso de poder”, o FASCISMO, como método de atuação judicial-policial.

O que parece ser uma demonstração de força do Enclave de Curitiba, do juiz Sérgio Moro e dos procuradores, pode ser exatamente o contrário. A investida contra o Congresso Nacional, incluindo o evidente patrocínio das manifestações deste domingo, expõe a tática de atacar antes que a casa caia.

Assim como a derrota de Hillary Clinton deixou os golpistas sem projeto político ou econômico, deve ter balançado as pontes secretas entre as agências de inteligência. Não é de hoje que a Operação Lava Jato é vista como uma espécie de artilharia do golpe de Estado e aríete dos interesses econômicos norte-americanos.

“A quem serve o juiz Sérgio Moro, eleito pela revista Time um dos dez homens mais influentes do mundo? A que interesses servem com a Operação Lava-Jato?, questiona o historiador Moniz Bandeira. “A quem serve o procurador-geral da República, Rodrigo Janot?”, continua ele, em entrevista ao Jornal do Brasil.

“Ambos atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, abertamente, contra as empresas brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon”, completa ele. Para o historiador, por meio da NSA, os EUA abasteceram a Lava Jato, e também treinaram seus operadores.

O que deve estar preocupando o Enclave de Curitiba, em especial o juiz Sérgio Moro, são as consequências da devastação econômica causada pelas suas ações irresponsáveis. Em qualquer país do mundo, um juiz de 1ª Instância não faria o que ele fez, e se o fizesse já estaria preso por atentado à economia e à soberania nacional.

“Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater”, denuncia o historiador Moniz Bandeira. Apenas a Odebrecht demitiu mais de 50 mil trabalhadores em consequência dos ataques da Lava Jato.

Ainda de acordo com Moniz Bandeira, “o que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África”. Faz parte da estratégia, o  ataque a Lula por ter apoiado a abertura de mercados para as empresas brasileiras no exterior.

A ameaça de demissão coletiva dos procuradores e o pedido de “férias sabáticas” de Sérgio Moro são um aviso aos seus patrocinadores e parceiros do desmonte do Brasil. Eles querem, além de proteção áta sa, seguir juntos, e mandar mais, se o PSDB conseguir emplacar o segundo turno do golpe, com a degola de Temer.

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