Piratas ao mar

Fernando Rosa

O consórcio golpista está ficando a cada dia mais atrapalhado. Nos porões do golpe, surgem sinais de briga de foice no escuro. O barco dos piratas parece estar definitivamente à deriva diante de um tsunami à vista.

A razão é simples: a madrinha do golpe perdeu as eleições nos Estados Unidos. FHC e seu PSDB não tem mais as costas aquecidas pela Fundação Clinton. A sabujice de Serra diante de John Kerry custou caro aos golpistas.

O mais grave é que apostaram na globalização falida que começa a ser rejeitada pelos povos. Trump ganhou a eleição prometendo mudar os rumos da economia norte-americana. Ao invés de gastar com guerras e golpes de Estado, o novo presidente promete investir internamente.

Na mesma direção, a China já anunciou a limitação de seus investimentos externos. A Europa está seguindo no mesmo caminho, como mostrou o resultado do Brexit. O resultado já é perceptível, com a queda de investimentos externos no país.

Com sua política, tendo a Lava Jato à frente, não apenas favoreceram os interesses externos, como deixaram o Brasil desarmado diante das mudanças mundiais. Atacaram o que temos de mais importante, nossas reservas petrolíferas, as empreiteiras e o mercado interno. Apontaram, ainda, para a cabeça da nossa política de defesa, os setores nuclear e aeroespacial.

Sem a parceria externa, o PSDB é apenas um partido derrotado, sem condições de ganhar eleição nacional. Talvez por isso, insistam em seguir em frente com o roteiro original do golpe, que é chegar à presidência pelo colégio eleitoral, em 2017. Até o final deste ano, o plano é exterminar o PMDB e impor o poder absoluto do MP e seu “abuso de poder”.

Ao mesmo tempo, quanto mais tentam aprofundar o golpe, mais afastam-se de qualquer projeto capaz de convencer alguém. Por mais maldades que façam, estão remando contra a maré da economia mundial. Restou a eles a aliança com o submundo da política e da economia mundial, o rentismo-bélico em cheque.

Por isso, torna-se urgente a configuração de uma Frente Nacional para salvar o Brasil do choque contra os rochedos da velha ordem unipolar. Uma frente que defenda e implemente um Projeto de Nação que resgate a economia nacional e reintegre o Brasil à nova ordem multilateral. Um projeto de desenvolvimento, com soberania, industrialização, empregos, educação e saúde.

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