Na contramão do mundo

Fernando Rosa

O Brasil está sofrendo o maior ataque externo da sua história, que ameaça a integridade da Nação e tenta destruir a identidade e a autoestima do povo. Não é a primeira vez, mas é talvez a mais agressiva e organizada investida contra o país, contando com agentes do Estado corrompidos para sua execução.

Aliado à derrotada Hillary Clinton e aos agiotas internacionais, o PSDB de FHC, Serra e Aécio colocou o Brasil em rota de colisão com a economia mundial. A vitória de Trump, a redução de investimentos externos pela China e a reação anti-austeridade nos países da Europa completam o estrago dos golpistas.

A tentativa de afastar o Brasil do BRICS e alinhar o país á globalização sem futuro, mais do que estupidez, mostra o descompromisso com os interesses da Nação brasileira. É a mesma lógica, agora sem voto, que imperou nos governos FHC, que vendeu o patrimônio público, quebrou a economia e sucateou a Defesa Nacional.

Um comportamento que, à luz da história, está na contra-mão dos nossos presidentes mais importantes, em diferentes momentos: Getúlio Vargas, o general Ernesto Geisel e Lula. Os três desenvolveram o país, promoveram o mercado interno e integraram soberanamente o Brasil no mundo, diplomática e comercialmente.

“A solução definitiva é ter recursos para educação e saúde, desenvolver o país e criar empregos”, defendia o general Ernesto Geisel, em 1974, ao assumir o governo. Diante da inflação alta, herdada do governo Médici, os economistas, entre eles Roberto Campos, defendiam que o país deveria entrar em recessão.

Na mesma linha de pensamento, o ex-presidente Lula apostou no desenvolvimento para enfrentar a crise de 2008, que devastou boa parte da economia do mundo. Ao contrário de encolher a economia, ele conclamou a sociedade e o povo para investir, consumir, como uma forma de reação ao processo recessivo.

Na primeira metade do século passado, Getúlio Vargas explorou as contradições imperialistas em favor do Brasil. Desde os anos trinta – da Revolução de 30 -, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo, considerando sua realidade anterior. Em várias frentes, promoveu o desenvolvimento, a industrialização, os direitos sociais e a geração de empregos.

Ao contrário, os golpistas não tem compromisso com a Nação, nem com o povo brasileiro, do que são provas incontestes a PEC 241/55, que assalta o Orçamento da União em favor dos bancos, a entrega do Pré-Sal e a proposta de aposentadoria pós-morte. Ao contrário dos ex-presidentes citados, os golpistas representam interesses obscuros, escusos e prejudiciais aos interesses dos brasileiros.

É preciso, portanto, derrotá-los antes que mergulhem o Brasil em uma convulsão social de consequências imprevisíveis, diante da crise econômica e do desemprego.  Em poucos meses, tendo a Operação Lava Jato à frente, destruíram o setor produtivo da burguesia nacional, arrebentaram com a indústria naval e paralisaram a indústria de defesa.

Além de derrotar o golpe, precisamos avançar, industrializar o pais, promover o mercado interno, gerar empregos, investir em educação, saúde e cultura. O tamanho do golpe e a dimensão da crise impõem uma Frente Nacional que junte e mobilize os patriotas, setores populares e trabalhadores, civis e militares.

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Presidente da República em Exercício, Michel Temer, Ministro das Relações Exteriores, José Serra, Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e o Prefeito do Rio, Eduardo Paes recebem o Secretário de Estado John Kerry durante recepção aos chefes de estado e de governo, por ocasião dos Jogos Olímpicos Rio 2016. (Rio de Janeiro – RJ, 05/08/2016). Foto: Beto Barata/PR
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