Operação “Brasil de joelhos”

Fernando Rosa

O comando maior golpista tenta avançar em marcha batida para colocar as lideranças políticas, o Congresso Nacional e as instituições nacionais de joelhos e alinhar a segunda fase do golpe de Estado. Abriram a semana com pressão total sobre Lula, por meio de denúncias requentadas, já desmontadas pela defesa do ex-presidente. No sábado, O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu os direitos políticos do combativo senador Lindbergh Farias por quatro anos.

Além da perseguição seletiva ao PT e a Lula, também partiram para cima do DEM, incluindo seu presidente Agripino Maia, com pedido de quebra de sigilo fiscal e telefônico. A ação é resposta à entrevista do senador Ronaldo Caiado, que pediu a saída de Temer e a realização de eleições eleições gerais. Também prenderam o pastor e deputado Silas Malafaia, utilizando mais uma vez o instrumento ilegal da prisão coercitiva.

A movimentação golpista aponta para as eleições indiretas, via colégio eleitoral, o ponto final do golpe segundo seus mentores e operadores, desde a origem. Inicialmente, criminalizaram o PT, comprometeram a Defesa Nacional, afastaram a presidenta Dilma e, em seguida, livraram-se do deputado Eduardo Cunha, desmoralizando o Congresso Nacional. Depois, investiram contra o PMDB, atirando contra a ala do partido no Rio de Janeiro e o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros.

Enquanto isso, confirmando a aliança do Ministério Público, Operação Lava Jato e PSDB, parlamentares tucanos são preservados da pancadaria do jornalismo de guerra. Nos bastidores, as principais lideranças tucanas conspiram para emplacar FHC, ou um preposto, presidente biônico, conforme denunciou nesta semana o senador Jader Barbalho, do PMDB. A estratégia é assaltar a faixa presidencial, adiar as eleições de 2018 e, quem sabe, acabar com o voto direto para presidente.

A intensificação da perseguição a Lula e o conjunto de ações contra diferentes alvos busca construir um cenário para promover sua prisão ou, pelo menos, a condenação eleitoral. É inimaginável pensar que o comando maior do golpe, que já perdeu as eleições nos Estados Unidos, vá correr o risco de perder também aqui. A dúvida que deve imperar no covil dos golpistas é se atacam Lula antes ou depois de degolar o presidente Temer, no início do ano.

Em dois de junho deste ano, chamamos a atenção para o fato de que a força do PSDB na negociação do golpe era a oferta de um “programa” que o PMDB nunca teve, a “proteção” contra a Lava Jato e o apoio dos Estados Unidos. Nesse meio tempo, Hillary Clinton perdeu as eleições, o programa afundou a economia e está na contramão do mundo e a Lava Jato, ao contrário, virou-se contra os peemedebistas. A caminho de 2017, está claro que o golpe é do sistema financeiro internacional, em aliança com o PSDB, contra o Estado e povo brasileiro.

Vivemos momentos semelhantes às guerras imperialistas que destruíram países como o Iraque e a Líbia e agridem a Síria e a Turquia. Não estamos sob ataque de bombas explosivas, mas a Operação Lava Jato e a mídia golpista cumprem o mesmo papel bélico contra a economia, as instituições e as lideranças. Assim, é imperioso acelerar a construção de uma ampla Frente Nacional, com um programa estratégico, que reúna lideranças populares, setores democráticos e patrióticos, civis e militares, para defender a Nação sob ataque.

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