A guerra contra o Brasil

Fernando Rosa

“Um forte abraço de seu colega mais velho e com cabeça dura, que não se deixa levar por essa onda de “combate” à corrupção sem regras de engajamento e sem respeito aos costumes da guerra”. Assim o Procurador da República e ex-Ministro da Justiça Eugênio Aragão termina sua carta aberta ao “colega” Deltan Dallagnol, publicada no blog Marcelo Auler Repórter.

De fato, estamos em guerra, sob ataque feroz do Enclave de Curitiba, com objetivo de implodir as instituições, destruir a economia, minar a unidade nacional e anular nossa identidade – e afastar o Brasil do BRICS. Uma “guerra não convencional”, na qual “seus integrantes se utilizam de meios não ortodoxos para atingir objetivos específicos”, segundo definição da Wikipedia.

Uma guerra diferente das guerras convencionais contra o Iraque e a Líbia, por exemplo, em que bombardeios aéreos e “mariners” arrasaram os países fisicamente. Em nosso caso, assim como em outros países, as guerras são antecedidas por “primaveras”, ancoradas em bandeiras “morais”, apoiadas por mídias corruptas e financiadas pela gangue internacional do sistema financeiro e da indústria bélica.

No caso do Brasil, a guerra imperialista e seu aríete nativo mirou o Pré-Sal, o submarino nuclear e as empresas de infraestrutura, que ocupavam cada vez mais mercados no mundo, em particular a Odebrecht. Não por acaso, os alvos do “terror judicial” foram Marcelo Odebrecht, o Almirante Othon – “pai do programa nuclear brasileiro”, os dois presos, e Lula, a maior liderança popular do Brasil moderno.

A “independência” das relações do Enclave de Curitiba com autoridades norte-americanas, em especial, escancarada neste final de ano, denuncia a faceta mais vergonhosa das guerras, que é o colaboracionismo com os invasores. “A palavra colaboracionismo deriva do francês “collaborationniste”, termo atribuído a aquele que tende a auxiliar ou cooperar com o inimigo”, define a enciclopédia online Wikipedia.

Ainda de acordo com a Wikipedia, a colaboração com o inimigo, “entendida como forma de traição, refere-se à cooperação do governo e cidadãos de um país com as forças de ocupação inimiga”. Segundo a enciclopédia, os colaboracionistas “frequentemente assimilam a ideologia e o comportamento do invasor”, agindo por coação, medo ou, ainda para obter lucros, enriquecimento e favores do inimigo.

Seja qual for o motivo, objetivamente a Operação Lava Jato é a principal responsável pela crise econômica que está devastando segmentos industriais, empresas e empregos em todo o país. Outra evidência do papel da Operação Lava Jato e seus operadores é a urgência para implementar o programa total do golpe antes do final do mandato do presidente Barack Obama.

Por mais que os “neo-mariners não convencionais” tentem “vender” o sucesso do “combate à corrupção”, o que fizeram foi mergulhar o país no caos legal, econômico, político e social. Diante disso, é preciso ampliar a denúncia do papel seletivo e persecutório da Operação Lava Jato e de seus operadores, da sua aliança com o PSDB e, principalmente, de seu caráter antinacional.

moro-eua

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2 comentários em “A guerra contra o Brasil

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