O “War” é real

Fernando Rosa

“A Venezuela comprará tecnologia bélica e armas de China e Rússia para equipar suas forças especiais, incluindo as tropas de choque encarregadas de controlar distúrbios como os que ocorreram há dez dias, informou nesta quarta-feira (28) o presidente Nicolás Maduro”, noticiou o jornal o G1, das Organizações Globo, reproduzindo matéria da France Press.

Segundo a matéria, os equipamentos serão entregues “aos combatentes das forças de ação especial, grupos especiais e tropas de ação rápida para o combate contra o inimigo e a preservação da paz em nossa terra”, de acordo com o presidente Nicolás Maduro, que responsabilizou “paramilitares” e “traficantes colombianos” por saques e mortes recentes.

O que o presidente da Venezuela faz é o que um pais adulto no quadro atual da disputa mundial deve fazer, ou seja, posicionar-se no mundo identificando inimigos, ou interesses contrários, por um lado, e aliados por outro, articulado-se em terrenos concretos, sejam econômicos ou, especialmente, militares.

Talvez a diferença de postura em relação aos aliados – em nosso caso, os países do BRICS – explique porque o Brasil caiu tão facilmente diante de um “golpe de panelas”, enquanto outros países, além da Venezuela, como a Síria ou, mais recentemente, a Turquia resistiram aos ataques do imperialismo contra seus territórios.

Assim como sofremos um golpe de Estado sem entender seu caráter, origem e dimensão, não teremos sucesso ao enfrentá-lo sem compreender o atual cenário internacional de “guerra” – não convencional ou assimétrica, como queiram, e posicionar-se corretamente dentro dele.

Alianças internacionais se expressam por meio de políticas concretas, que incluem acordos comerciais e militares, especialmente, com os aliados, sem o que apoio ou solidariedade se tornam mais difíceis nos momentos de ataque e agressão externa aos interesses das Nações, como no caso do Brasil atualmente.

O Brasil parece ter esquecido os ensinamentos das Forças Armadas sobre o conceito da “guerra total”, na qual uma guerra não é da responsabilidade apenas dos exércitos regulares mas de “toda a Nação”, como bem definiu o general Ernesto Geisel em sua biografia “Ernesto Geisel”, publicada pela FGV.

O Brasil está sob brutal ataque de setores imperialistas, levado a cabo por agentes internos capturados, tendo à frente a Operação Lava Jato, incluindo os setores do judiciário, do parlamento e, de forma especial, da mídia, que ameaçam destruir o Estado Nacional, a economia, a indústria, a tecnologia, a integridade e a identidade do país.

É preciso superar e/ou resgatar situações históricas e repensar as relações sociais, econômicas e políticas do Brasil, considerando o novo quadro mundial, em que não podemos mais acreditar, ingenuamente, que seremos respeitados apenas pelas nossas belezas naturais, pela predestinação de grande Nação ou pela alegria do nosso povo.

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