Identificar o inimigo para ganhar a batalha

Fernando Rosa

“O Brasil precisa de um novo projeto nacional”, alertou em alto e bom o sociólogo e um dos mais importantes cientistas políticos do país Emir Sader, em artigo publicado no portal Brasil 247. Título do artigo, o tema é central nesse momento em que o Brasil enfrenta uma guerra imperialista que, por ser assimétrica, ou não convencional, tem baixa percepção por parte da maioria dos brasileiros, inclusive suas lideranças.

Para Sader, antes de mais nada, a esquerda precisa superar os dois maiores obstáculos pendentes, “o predomínio do capital especulativo na economia e o predomínio do monopólio privado nos meios de comunicação”. Para ele, é preciso “reelaborar o tipo de política econômica, adequado às novas condições internacionais, regionais e internas, que retome o modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda”.

Apesar de uma aparente concordância sobre o tema, no entanto, a dificuldade de compreensão mais profunda de quem é o inimigo, pela maioria dos teóricos, economistas e dirigentes políticos, impede perceber quem são os atuais e os possíveis aliados estratégicos. Disso resulta, por exemplo, a dificuldade em perceber que o empresário Marcelo Odebrecht e o Almirante Othon são presos políticos, alvos centrais do processo de destruição do Estado brasileiro.

Em outro ponto vital do artigo, Sader adverte que “a definição do projeto nacional é que definirá os setores que devem ser abarcados para a reconstrução do bloco social e do bloco político que permita a esquerda voltar a se tornar hegemônica na sociedade”. “A unidade ampla de todas as forças de esquerda é sempre uma condição necessária, mas ela não é suficiente”, alerta ele, chamando a atenção para as novas exigências da luta atual.

O momento, portanto, como adverte Sader, é de aprofundar o debate das ideias buscando conformar, mais do que apenas um programa econômico,mas um Projeto de Nação, capaz de responder às novas realidades nacional e internacional. Tal projeto não é fruto de alguém, de um segmento econômico, ou de uma força social ou política isolada, menos ainda de iniciativas individualistas ou de personalismos intelectuais.

É preciso retomar o desenvolvimento, a industrialização, incentivar a ciência e a tecnologia, gerar empregos e garantir a inserção soberana do Brasil no mundo multipolar que se avizinha. Assim como em outros graves momentos da vida nacional a história impõe construir, além dos partidos, mas também com eles, as alianças necessárias que representem a identidade da Nação brasileira.


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