Em que estágio da desintegração nacional estamos?

Antônio Celso Ferreira – A resposta pressupõe a comparação com os Golpes por intervenção imperial direta (guerra) ou indireta (golpes por procuração) nos seguintes países: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Ucrânia, Egito e Paraguai, entre outros que ainda não foram consumados inteiramente (Argentina, Venezuela).

Afeganistão, Iraque e Líbia tiveram seus Estados Nacionais praticamente destroçados, tornando-se territórios palmo a palmo disputados por fanáticos religiosos terroristas rivais, diferentes tribos e etnias, além de grupos oligárquicos estrangeiros ou locais. Nem no Iraque ainda foi possível alcançar a governabilidade plena.

Síria segue lutando bravamente contra as forças demoníacas do Império, articuladas em torno da Otan, de Israel e do Capital Sionista de Londres e Wall Street.

Venezuela ainda resiste.

Argentina, sabe lá como os hermanos conseguirão sair dos escombros desde a eleição do milionário Macri, financiado pelo narcobélico capetalismo imperial.

Na Ucrânia, o governo legitimamente eleito deu lugar a disputas entre oligarcas locais multibilionários associados a corporações bélicas e mafiosas internacionais, grupos neonazistas e terroristas em geral. Além disso, houve secessão com a autonomia da região da Crimeia e segue a guerra civil.

Paraguai continua instável, tendo retornado ao controle pleno dos velhos oligarcas traficantes.

No Egito, depois da sua “revolução colorida” patrocinada por ONGs imperiais, a Irmandade Muçulmana chegou ao Phoder, sendo logo substituída pelas Forças Armadas (Morsi e seus fanáticos foram enjaulados ou mesmo executados). Só assim se alcançou alguma estabilidade.

No Brazil já passamos pela “revolução colorida” de junho de 2013 (cujos articuladores permanecem incógnitos – né, Dilma?), pela derrubada da presidenta eleita e agora estamos nos estertores do governo usurpador.

Para onde caminhamos?

As instituições nacionais faliram.

A exquerda está perdida, o povo está em delírio, não há resistência suficiente.

Um governo de oligarcas multimilionários, como na Ucrânia, apoiado por neonazistas? Depois da Lava Jato, presidida pelo lesa-pátria de Curitiba, o único que sobrou para a eleição é saporra do Dória, um sub-sub-sub.

Um governo de fanáticos religiosos? Temos à disposição Crivella e Marina da Cia. Aposto nesta última para uma próxima etapa. Mas terá ela o mesmo fim de Morsi? Duvido, somos pacíficos!!! Com ela entregaremos a Amazônia ao Império Ecológico Britânico. Pelo menos, vamos dançar como índios do 21 de abril e nos alimentar de lambaris orgânicos.

Um governo militar como o do Egito? Para mim seria a melhor solução a fim de garantir algum naco de soberania nacional e de infra-estrutura, mas, parece que os militares se entregaram faz tempo.

Bolsonaro? Nem pensar. Não se elege. É um estúpido sem a inteligência de Trump.

Ou a destruição total, quando então retornaremos aos nossos impulsos destrutivos primitivos, nos devorando uns aos outros até o fim dos nossos dias?

Fonte original.

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