Sabujos e covardes

Fernando Rosa – A revista IstoÉ deste final de semana, em mais um capítulo de seu jornalismo de guerra, atira suas “bombas sujas” contra a senadora Gleisi Hoffmann. Alinhada aos patrões externos, a revista “cola” a senadora em Nicolás Maduro, para tentar acusá-la de “radical”. Isso, no mesmo dia em que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça a Venezuela com intervenção militar.

A matéria da indigente revista apenas evidencia a “encomenda” dos golpistas, sabujos dos interesses do sistema financeiro e das petroleiras gringas. A Venezuela é tão alvo quanto o Brasil do ataque imperialista, por conta das imensas e estratégicas riquezas em petróleo. Enquanto a Venezuela é dona da maior reserva provada de petróleo do mundo, o Brasil tem o recém-descoberto e imensurável pré-sal.

Por isso, a campanha contra a senadora que, assim como Maduro, resiste aos golpistas e diz não ter medo da luta. Uma postura diferente da assumida pelo ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que compromete a soberania nacional ao submeter o Brasil aos interesses dos EUA. Antes de denegrir a imagem da parlamentar brasileira e presidenta do PT, a agressão da revista e seus mandantes é um elogio à sua bravura.

Já dissemos, anteriormente, que o Brasil está sob ataque de uma guerra assimétrica, em que os “mariners” são juízes, procuradores, policiais federais e a grande mídia a artilharia. Na reconfiguração geopolítica no mundo atualmente em curso, o destino reservado ao Brasil pelo Império é ser riscado do mapa, retroceder ao papel de colônia abastecedora de matérias-primas. Agora, rapidamente isso se torna ainda mais claro, quando o ataque à Venezuela recrudesce de forma violenta e ameaça espalhar o conflito para toda a região.

O Brasil, antes um país solidário com seus vizinhos, tornou-se um capataz do Império, que ameaça seus vizinhos com retaliação, como fez com o Uruguai. E pior ainda, alinha-se à políticas de agressão aos povos latinos que reproduzem em novas formas excrescências como a Operação Condor. Só a traição à Pátria, no sentido histórico mais profundo, explica posturas tão rastejantes e indignas.

“Jamais vamos nos render e responderemos a uma agressão com armas na mão”, advertiu o presidente eleito da Venezuela em resposta a Trump. O imperialismo não tem nada a oferecer aos povos do continente, a não ser destruição econômica e saque das riquezas. Por isso, por mais que ataquem, o destino dos vende-Pátria é o lixo da história, onde se encontram Calabar, Silvério dos Reis e Cabo Anselmo, entre outros.

Se servisse para algo útil, a capa da revista IstoÉ poderia acender a luz vermelha daqueles que ainda têm dificuldade de dizer ao povo às reais razões do golpe. A América Latina vai incendiar e seus povos, rapidamente, entenderão porque perderam seus empregos, passam fome ou tiveram seus filhos expulsos das escolas. Não se combate, e menos ainda se ganha uma guerra, sem identificar claramente quem é o inimigo a ser derrotado.

Anúncios

Um comentário em “Sabujos e covardes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s