Libertar Lula e o Brasil

Fernando Rosa – “Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo”, afirmou Lula em seu Manifesto ao Povo Brasileiro divulgado no ato de lançamento de sua candidatura, em Contagem, Minas Gerais, nesta sexta-feira, 8 de junho.

Durante a semana, a senadora e presidenta do partido Gleisi Hoffmann, em pronunciamento no plenário do Senado Federal, fez a mais grave e contundente advertência sobre o estágio da crise nacional ao destacar que, sem Lula, o país continuará à deriva rumo ao completo caos social, econômico e político.

Após o pronunciamento e o lançamento da candidatura do PT, o comando central do golpe reagiu de forma violenta, com o STF liberando para julgamento um fraudulento processo da Lava Jato contra Gleisi, e a Família Marinho, por meio de seu pasquim O Globo, exigindo dos demais pré-candidatos que não assumam compromisso com indulto para Lula.

A agressividade dos golpistas é a principal característica do imperialismo, próprio de suas guerras de destruição e espoliação, como se verificou no Iraque, na Líbia e, mais recentemente, na Síria, e que se repete no Brasil com a substituição de ataques aéreos, bombas e “mariners” pelo colaboracionismo do judiciário e da mídia.

“O imperialismo reage com uma política de recolonização selvagem, com a quebra de direitos sociais, privatizações, fim do ensino gratuito e dos serviços de saúde, com os estados postos a serviço do capital financeiro”, alertamos no blog Senhor X, no texto “O fim do mundo unipolar“, de Felipe Camarão.

“Tal política levará a luta de classes na região a um novo patamar muito mais agudo. O custo econômico e social de tal projeto fará emergir poderosos movimentos de defesa nacionais contra essa regressão colonial”, pontuou Camarão, no artigo publicado em abril de 2016, antecipando a situação atual.

O que estamos vivendo é uma guerra de destruição, que tem como método desarticular o Estado Nacional, capturar o judiciário, desmoralizar suas instituições, criminalizar o mundo político, transformar as FFAA em capitães do mato e submeter os trabalhadores à escravidão para assaltar as riquezas do países.

A compreensão desse quadro geopolítico é fundamental para entender não apenas porque Lula é “o inimigo número 1”, mas também porque, aliás, exatamente por isso, é a única “instituição” política viva e postada no campo da batalha real, cara a cara com o inimigo que ameaça aprofundar ainda mais a “tempestade perfeita” contra o Brasil.

Ainda no período pré-golpe, setores políticos expressavam preocupação em evitar a radicalização do confronto para que o Brasil “não virasse uma Venezuela”, no que acabou se transformando – como alvo, sem a mesma clareza do processo político dos “bolivarianos” e, pior, também sem a mesma capacidade de responder corretamento ao inimigo.

A nova pesquisa do final de semana confirma a sabedoria do povo que, mesmo com Lula condenado e preso, e depois de três consultas dos institutos golpistas, continua apostando em sua liderança como alternativa não apenas eleitoral, mas de poder para defendê-lo da nova escravidão que o Império pretende impor.

Atualmente, existem apenas dois lados, os dos invasores, dos traidores e quinta-colunas, e o lado do Brasil, tendo Lula no comando da luta anti-neocolonial, pois afinal é da história que, com uma Nação ocupada e seus próceres capturados, o candidato do povo esteja preso por ordem do Império.

Assim, é fundamental assumir a responsabilidade coletiva de organizar a mais ampla Frente Popular de Libertação Nacional, ou como queiram chamar, cobrando de todos os segmentos compromisso com o Brasil, com a soberania, com nossas riquezas, com a liberdade e com o futuro da Nação ameaçada em sua existência.

* Foto de Francisco Proner.

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