A Lava Jato ou o Brasil.

Fernando Rosa

“A Lava Jato é maior que nós”?

Esta não pode ser sua desculpa. Tamanho, Senhor Procurador-Geral da República, é muito relativo. A Lava Jato pode ser enorme para quem é pequeno, mas não é para o Senhor, como espero conhecê-lo. Nem pode ser para o seu cargo, que lhe dá a responsabilidade de ser o defensor maior do regime democrático (art. 127 da CF) e, devo-lhe dizer, senti falta de sua atuação questionando a aberta sabotagem à democracia. Por isso o comparei a Pilatos. Não foi para ofendê-lo, mas porque preferiu, como ele, lavar as mãos.

– Procurador e ex-Ministro da Justiça Eugênio Aragão em carta-resposta ao Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

O questionamento de Aragão ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encerra o grande mistério da guerra política instalada no Brasil atualmente. Ela ganha ainda mais sentido depois do circo fascista armado por seus procuradores para incriminar Lula, na tarde desta quarta-feira. Se alguém ainda tem alguma ilusão republicana em relação a Operação Lava Jato é bom acordar antes que ela cumpra com seus famigerados objetivos.

Se “a Lava Jato é maior do que nós”, ela esta acima dos poderes institucionais constituídos, ou seja, além dos interesses nacionais, em todos os sentidos. A confissão de Janot apenas confirma que a Operação Lava Jato funciona, desde sua origem, segundo ordens externas, com objetivos anti-nacionais. Não é de hoje que jornalistas identificam a NSA na origem da operação e questionam as ligações do juiz Sérgio Moro com autoridades norte-americanas, além das repetidas viagens aos EUA.

Além do seletivo e persecutório “combate a corrupção”, já tornaram-se evidentes as consequências econômicas das ações promovidas pela Operação Lava Jato. Ao atacar a Petrobras, apostou em paralisar a empresa, inviabilizar a política de “conteúdo nacional” e facilitar a entrega do Pré-Sal. Atingir as empreiteiras, em especial a Odebrecht, teve, e continua tendo, como objetivo quebrar a infraestrutura nacional e abrir o mercado paras as empresas estrangeiras.

Ao condenar o Almirante Othon, a Operação Lava Jato investe contra 40 anos de pesquisa nuclear no Brasil, iniciadas nos anos 70, sob a perseguição da CIA, em território nacional. A ação resulta na desmoralização das FFAA e na fragilização da política de Defesa Nacional, fundamental nos tempos modernos. Atingir Angra 3 e o desenvolvimento do submarino nuclear agride a soberania nacional como poucas vezes alguém ousou fazer na história do Brasil.

A presepada armada contra Lula, logo após a cassação do deputado Eduardo Cunha, vem se somar a outras ações sincronizadas pelo “relógio” do procurador Janot. Além de arrebentar com a economia e jogar os trabalhadores no desemprego, a Operação Lava Jato tem que cumprir a meta final dos golpistas. É preciso, se possível, prender a liderança mais popular do país na Guantánamo de Curitiba para tentar sufocar a inevitável reação popular e afastar definitivamente o povo das decisões nacionais.

A estratégia dos mandantes e dos operadores do golpe de Estado fica cada vez mais clara, exigindo o fim da Operação. Afastaram Dilma, cassaram Cunha, apostam em prender Lula para, em seguida, detonar Michel Temer e eleger um capanga qualquer pelo Colégio Eleitoral. Os interesses em jogo são tamanhos que talvez a subserviência do procurador Janot à “supremacia” da Operação Lava Jato seja o sinal definitivo para uma urgente e radical insurgência civil e militar em defesa da Nação.

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